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domingo, 19 de febrero de 2012

O que há em um nome?





O que há em um nome?
Porque a revista se chama "Lúcifer"
H.P. Blavatsky

[Lúcifer, Vol. I, no 1, setembro, 1887, pp. 1-7]

O que há em um nome? Com muita freqüência, há mais em um nome do que o profano está preparado para compreender ou o místico culto para explicar. É uma influência invisível, secreta, mas muito potente, que todo nome tem e "carrega onde quer que vá". Segundo Carlyle, "em nomes há muito, ou melhor, há quase tudo. Se eu pudesse revelar a influência dos nomes, a mais importante de todas as roupagens, seria um segundo grande Trismegisto", disse ele.
O nome ou título de uma revista, iniciada com um objetivo definido, é, portanto, muito importante; pois é, na verdade, a semente invisível que cresce "tornando-se uma árvore frondosa", de cujos frutos depende a natureza dos resultados colocados em ação por dito objetivo, ou uma árvore que definha e morre. Estas considerações mostram que o nome da presente revista — bastante duvidoso para ouvidos cristãos ortodoxos — não se deve a uma seleção sem critérios, mas surgiu em conseqüência de muita reflexão sobre sua adequação, tendo sido adotado como o melhor símbolo para expressar o seu objetivo e os resultados em vista.
Ora, o primeiro e mais importante, senão o único objetivo da revista, está expresso na primeira página da Ia Epístola aos Coríntios. É para trazer à luz "as coisas escondidas que são das trevas" (4, 5); para mostrar, em seu verdadeiro aspecto e real significado original, coisas e nomes, homens e suas ações e costumes; é, finalmente, para combater o preconceito, a hipocrisia e a impostura em todas as nações, em todas as classes sociais e em todos os departamentos da vida. A tarefa é laboriosa, mas não impraticável, nem inútil, mesmo que seja apenas como experiência.
Assim, para uma tentativa de tal natureza, não poderia ser encontrado título melhor do que o escolhido. "Lúcifer" é a clara estrela da manhã, a precursora do brilho pleno do sol do meio-dia — o Eósforo dos gregos. Ela brilha timidamente ao alvorecer, ganhando força e ofuscando os olhos depois do pôr-do-sol, como seu irmão "Héspero" — a radiante estrela vespertina ou o planeta Vênus. Não há símbolo mais apropriado para o trabalho proposto de lançar um raio de verdade em tudo o que está escondido pela escuridão do preconceito, por incorreta interpretação social ou religiosa e, sobretudo, pelo comportamento cotidiano absurdo que faz com que, uma vez que uma certa ação, coisa ou nome, tenha sido estigmatizado por algum tipo de difamação, mesmo que injustamente, as pessoas ditas respeitáveis virem-lhes as costas indignadas, recusando-se até mesmo a olhar para o fato sob qualquer outro ângulo que não o sancionado pela opinião pública. Este esforço para forçar os pusilânimes a olharem a verdade diretamente nos olhos é auxiliado de forma mais eficaz por um título que pertence à categoria dos nomes estigmatizados.
Leitores mais inclinados à pieguice podem argumentar que "Lúcifer" é aceito em todas as igrejas como um dos muitos nomes do diabo. Segundo a magnífica ficção de Milton, Lúcifer é Satã, o anjo "rebelde", inimigo de Deus e do homem. Entretanto, ao analisarmos sua rebeldia, constatamos que sua natureza não passa de uma afirmação do livre arbítrio e do pensamento independente, como se Lúcifer tivesse nascido no século XIX. Este epíteto de "rebelde" é uma calúnia teológica, semelhante a outra difamação de Deus feita pelos que acreditam em predestinação, e que torna a deidade um inimigo "Todo-Poderoso" pior do que o próprio Espírito rebelde; "um Diabo onipotente que deseja ser ‘louvado’ como piedoso quando ele exerce a mais diabólica crueldade", como afirmou James A. Cotter Morrison. O Deus maligno da preordenação e da predestinação e seus agentes subordinados são invenções humanas; são dois dos dogmas teológicos mais moralmente repulsivos e horrendos que os pesadelos de monges pouco iluminados jamais poderiam conceber em suas impuras fantasias.
Tais dogmas datam da idade medieval, o período do obscurantismo mental, durante o qual a maioria dos atuais preconceitos e superstições foram inculcados à força na mente humana, de modo a se tornarem praticamente impossíveis de erradicar em alguns casos, um dos quais sendo o preconceito que ora discutimos.
Tão profundamente arraigados, de fato, mesmo entre as classes mais cultas, estão o preconceito e a aversão ao nome Lúcifer — que significa nada mais que "portador da luz" (de lux, lucis, "luz" e ferre, "portador")1 — que ao adotá-lo como nome de sua revista as editoras têm diante de si a perspectiva de uma longa luta contra o preconceito público. Tão absurdo e ridículo é este preconceito que ninguém parece jamais ter-se perguntado como Satã veio a se chamar portador da luz, a menos que os raios prateados da estrela da manhã possam de algum modo sugerir o brilho das chamas do inferno. Trata-se, simplesmente, como mostrou Henderson, de "uma daquelas grosseiras distorções das escrituras sagradas que tão freqüentemente ocorrem – e que podem ser reconhecidas como uma propensão para extrair de determinada passagem mais do que ela realmente contém — uma disposição para se deixar influenciar pelo som em vez de pelo sentido e uma fé implícita na interpretação recebida" — e que não é exatamente uma das fraquezas de nossa época. Não obstante, o preconceito aí está, para vergonha de nosso século.
É inevitável. As duas editoras seriam desleais aos seus próprios olhos, traidoras do verdadeiro espírito do trabalho proposto, se se rendessem e se acovardassem, chorosas, diante do perigo. Se quisermos lutar contra o preconceito e espanarmos as horrendas teias sutis da superstição e do materialismo dos nobres ideais de nossos antepassados, devemos nos preparar para a oposição. Realmente, "A coroa do reformador e do inovador é uma coroa de espinhos". Se quisermos socorrer a Verdade em toda a sua pura nudez do poço sem fundo onde ela foi lançada pela decência lamuriosa e hipócrita, não deveríamos hesitar em descer ao buraco escuro e aberto deste poço. Por pior que os cegos morcegos — habitantes de lugares sombrios que detestam a luz — tratem o intruso em sua morada escura, a menos que sejamos os primeiros a mostrar o espírito e a coragem que pregamos aos outros, devemos ser justamente considerados hipócritas e traidores de nossos próprios princípios.
Mal havíamos concordado quanto ao título quando as primeiras premonições do que estava reservado para nós em matéria de oposição, devido a este mesmo título escolhido, surgiram no horizonte. Uma das editoras recebeu e anotou algumas objeções picantes. As cenas que se seguem são esquetes da natureza.
I
Um conhecido escritor: Fale-me de sua revista. Que classe pretende atrair?
Editora: Nenhuma em particular: pretendemos atrair o público.
Escritor: Fico feliz com isso. Pois farei parte do público, e também porque nada entendo de seu assunto, e gostaria de entender. Mas lembre-se que se o seu público a compreender, necessariamente será um público muito pequeno. As pessoas falam sobre ocultismo hoje em dia como falam de muitas outras coisas, sem a mínima idéia do que significa. Somos muito ignorantes... e muito preconceituosos.
Editora: Exatamente. Foi isso que trouxe a revista à existência. Nos propomos a educá-lo e a tirar a máscara de todo o preconceito.
Escritor: Estas são realmente boas notícias, pois desejo ser educado. Como se chamará a revista?
Editora: Lúcifer.
Escritor: O quê? Pretende nos educar na imoralidade? Já sabemos o bastante sobre isso. Anjos caídos existem em abundância. A senhora poderá ter sucesso, porque mariposas estão na moda hoje em dia, enquanto os anjos de asas brancas são considerados maçantes, pois não são tão divertidos. Mas duvido que seja capaz de nos ensinar muita coisa.
II
Um Homem Comum (em voz baixa, pois a cena se passa em um jantar festivo): Ouvi dizer que vai lançar uma revista sobre ocultismo. Estou muito contente. Não afirmo nada sobre estes assuntos como regra, mas aconteceram algumas coisas estranhas comigo que não podem ser explicadas da maneira comum. Espero que explique tais coisas.
Editora: Tentaremos, certamente. Tenho a impressão de que quando o ocultismo é entendido em alguma medida, suas leis são aceitas por todos como a única explicação inteligente para a vida.
Homem: É isso mesmo, quero saber tudo sobre isso, pois, palavra de honra, a vida é um mistério. Muitos outros estão tão curiosos quanto eu. Vivemos em uma época atormentada pela doença ianque do "querer saber". Conseguirei muitos assinantes. Como se chamará a revista?
Editora: Lúcifer (e alertada por experiência anterior), mas não entenda mal o nome. Simboliza o espírito divino que se sacrificou pela humanidade, foi por causa de Milton que ele passou a ser associado com o diabo. Somos inimigos jurados dos preconceitos populares e acreditamos ser bastante apropriado que ataquemos um preconceito como este... Lúcifer, como o senhor sabe, é a Estrela da Manhã, o Portador da Luz...
Homem (interrompendo): Ah, sei, quer dizer, não sei, mas parto do princípio de que tem um bom motivo para usar este nome. Mas seu primeiro objetivo é ter leitores; deseja que o público compre sua revista, suponho. É este o objetivo, não é?
Editora: Sim, é claro.
Homem: Bem, então ouça o conselho de alguém que sabe das coisas. Não marque sua revista com a cor errada de saída. É evidente, quando se pára um pouco para pensar sobre sua origem e significado, que Lúcifer é uma excelente palavra. Mas o público não pára para pensar em origens e significados; e a primeira impressão é a mais importante. Ninguém vai comprar a revista se a chamar de Lúcifer.
III
Uma Senhora Bem Vestida Interessada em Ocultismo: Gostaria de saber mais sobre a nova revista, pois despertei o interesse de muitas pessoas, mesmo com o pouco que a senhora me contou. Mas acho difícil expressar seu verdadeiro objetivo. Qual é?
Editora: Tentar e dar um pouco de luz para aqueles que a querem.
Senhora: Bem, esta é uma maneira simples de dizer e me será muito útil. Como se chamará a revista?
Editora: Lúcifer.
Senhora (após uma pausa): Não pode ser.
Editora: Por que não?
Senhora: As associações são tão terríveis! Qual seria o propósito de chamá-la assim? Parece uma espécie de jogo infeliz, feito contra ela por seus inimigos.
Editora: Ah, mas Lúcifer, sabe, significa Portador da Luz; simboliza o Espírito Divino...
Senhora: Não se preocupe com essas coisas, eu quero ajudar sua revista e torná-la conhecida e a senhora não pode esperar que eu fique explicando este tipo de coisa toda vez que mencionar o título. Impossível! A vida é muito curta e muito atribulada. Além disso, produz um efeito muito nocivo; as pessoas me achariam pedante e eu não poderia dizer mais nada, pois não conseguiria pensar que estariam achando isso de mim. Não a chame de Lúcifer. Por favor, não faça isso. Ninguém conhece a simbologia da palavra; o que ela significa agora é diabo, nada mais, nada menos.
Editora: Mas então isso é um erro e um dos primeiros preconceitos que nos propomos a combater. Lúcifer é o claro, o puro mensageiro da manhã...
Senhora (interrompendo): Pensei que faria algo mais interessante e mais importante do que reabilitar personagens mitológicos. Todos teremos de voltar à escola ou ler o Dicionário Clássico do Dr. Smith. E qual seria a utilidade disso quando tivesse sido feito? Pensei que iria nos contar coisas sobre nossa vida e como melhorá-la. Suponho que Milton escreveu sobre Lúcifer, não é? Mas ninguém lê Milton hoje em dia. Apresente-nos um título moderno, com um significado humano.
IV
Jornalista (pensativo, enrolando um cigarro): Sim, esta revista é uma boa idéia. Todos riremos e falaremos mal dela em nossos jornais. Mas todos a leremos, porque secretamente todo mundo é sedento por mistérios. Como vai se chamar?
Editora: Lúcifer.
Jornalista (riscando um fósforo): Por que não O Fósforo2? É um bom título e não é tão pretensioso.
O "escritor", o "homem comum", a "senhora bem vestida" e o "jornalista" deveriam primeiro receber um pouco de instrução. Um vislumbre do real e primitivo caráter de Lúcifer não lhes pode fazer mal, e, talvez, possa curá-los um pouco do preconceito ridículo. Devem estudar a Teogonia de Homero e Hesíodo se quiserem fazer justiça à Lúcifer, "Eósforo e Héspero", a bela Estrela da Manhã e a Estrela Vespertina. Se há coisas mais úteis a fazer nesta vida do que "reabilitar personagens mitológicos", caluniá-los e difamá-los é, no mínimo, igualmente inútil, e ainda mostra uma estreiteza mental que a ninguém dignifica.
Objetar ao título LÚCIFER apenas devido às suas "associações tão terríveis" seria perdoável – se pudesse ser perdoável de alguma forma – apenas em um missionário americano ignorante, de alguma seita dissidente, alguém cuja natural preguiça e falta de educação o leva a preferir arar a mente dos gentios, tão ignorantes quanto ele, ao mais proveitoso, porém mais árduo, processo de arar os campos da fazenda de seu pai. No caso do clero inglês, contudo, em que todos recebem uma educação mais ou menos clássica, e se supõe, portanto, que estejam inteirados dos detalhes intrincados dos sofismas e dos casuísmos teológicos, este tipo de oposição é absolutamente imperdoável. Isto não apenas cheira a hipocrisia e engodo, mas os coloca diretamente em um nível moral mais baixo do que aquele a quem chamam de anjo apóstata. Ao esforçarem-se para mostrar o Lúcifer teológico, com a idéia de que
"Reinar vale a ambição ainda que no inferno:
Melhor reinar no inferno do que servir no céu.3
estão virtualmente colocando em prática o suposto crime de que, de bom grado, o acusam. Preferem reinar sobre o espírito das massas por meio de uma perniciosa MENTIRA obscura, causadora de tanto mal, do que servir ao céu por servirem a VERDADE. Tais práticas são dignas apenas dos jesuítas.
Mas suas escrituras sagradas são as primeiras a contradizer suas interpretações e associações de Lúcifer, a Estrela da Manhã, à Satã. O capítulo 22 de Apocalipse, versículo 16 diz: "Eu, Jesus... sou a raiz.... a estrela brilhante e da manhã" (orqrinol, "que levanta cedo"): daí Eósfero, ou Lúcifer em latim4. O opróbrio atrelado ao nome é tão mais tardio que a Igreja Romana viu-se forçada a esconder a calúnia teológica atrás de uma dupla interpretação – como sempre. Cristo, nos é dito, é a "Estrela da Manhã", o divino Lúcifer; e Satã, o usurpador do Verbo, o "Lúcifer infernal"5. "O grande Arcanjo Miguel, o conquistador de Satã, é idêntico no paganismo6 a Mercúrio-Mitra, a quem, após defender o Sol [simbólico de Deus] dos ataques de Vênus-Lúcifer, foi dada a posse deste planeta, et datus est ei locus Luciferi (e dado lhe é o lugar de Lúcifer)"7. E como o Arcanjo Miguel é o "Anjo da Face" e o "Vigário do Verbo" ele é agora considerado, na Igreja Romana, regente do planeta Vênus que o "demônio subjugado usurpou!" Angelus faciei Dei sedem superbi humilis obtinuit (O anjo humilde obteve assento em face do Deus soberbo), diz Cornélio à Lapide (Volume VI, p. 229)8.
Esta é a razão pela qual um dos primeiros papas foi chamado de Lúcifer, como provam Yonge e registros eclesiásticos.9 Segue-se então que o título escolhido para nossa revista é associado tanto a idéias divinas e pias quanto à suposta rebeldia do herói de Paraíso Perdido de Milton. Ao escolhê-lo, lançamos o primeiro raio de luz e verdade em um preconceito ridículo que não deveria ter vez em nossa "era de fatos e descobertas". Trabalhamos pela verdadeira Religião e Ciência, no interesse dos fatos e contra a ficção e o preconceito. É nosso dever, como o das ciências físicas – professamente sua missão – lançar luz sobre os fatos da Natureza até aqui cercados pela escuridão da ignorância. E por ser a ignorância justamente considerada como principal fomentadora da superstição, este trabalho é, portanto, nobre e beneficente. Mas as ciências naturais são apenas um aspecto da CIÊNCIA e da VERDADE. As ciências psicológicas e morais, ou teosofia, o conhecimento da verdade divina, onde quer que ela se encontre, são ainda mais importantes nos assuntos humanos, e a verdadeira Ciência não deveria ser limitada simplesmente ao aspecto físico da vida e da natureza. A ciência é uma abstração de todos os fatos, uma compreensão de toda a verdade dentro do alcance da pesquisa e da inteligência humana. "O conhecimento profundo e preciso de Shakespeare da filosofia da mente" (Coleridge), provou-se mais benéfico ao verdadeiro filósofo para o estudo do coração humano – portanto, para a promoção da verdade – do que a mais acurada, porém certamente menos profunda, ciência praticada por qualquer membro da Royal Institution.
Os leitores, entretanto, que não se convenceram de que a Igreja não tinha o direito de macular uma bela estrela e que o fez por mera necessidade de explicar um de seus numerosos empréstimos do paganismo com todas suas concepções poéticas das verdades da natureza, estão convidados a ler nosso artigo A história de um planeta. Talvez, após lê-lo atentamente, possam perceber o quanto Dupuis tinha razão ao afirmar que "todas as teologias têm origem na astronomia". Para os orientalistas modernos todo mito é solar. Este é mais um preconceito e uma pré-concepção em favor do materialismo e da ciência física. É nosso dever combatê-lo, juntamente com os outros.


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Notas:

1. "Foi Gregório Magno quem aplicou pela primeira vez a seguinte passagem de Isaías: ‘Como caíste do céu, ó Lúcifer, filho da manhã’, etc. à Satã e, desde então, a ousada metáfora do profeta, que se referia, afinal, a um rei assírio inimigo dos israelitas, tem sido aplicada ao Diabo".
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2. No original "fusée". Tipo de fósforo grande. (N.T.)
3. Milton, Paraíso Perdido, I, Coleção Jackson.
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4. [Em algumas versões, entretanto, a palavra usada é provinol. Compilador].
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5. Mirville, 2a Mémoire para a Academia da França, Vol. IV, citando o Cardeal Ventura. [Esta referência não foi definitivamente identificada. Compilador].
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6. Este paganismo atravessou os milênios, segundo parece, copiando de antemão os dogmas cristãos que viriam depois. [H.P.B]
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7. [Mirville, Des Espirits, etc., Vol. IV, p. 161].
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8. [Esta referência provavelmente é à edição de Élysee Pélagaud dos trabalhos de Cornélio à Lapide, ainda não localizados. A frase em latim é citada por Mirville, op. cit. Vol. IV, p. 161, nota de pé de página. Compilador].
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9. [Esta afirmação é bastante enigmática. Não se sabe com certeza que Yonge é referido aqui; muito provavelmente, contudo, trata-se de Charles Duke Yonge (1812-1891), professor de história e literatura inglesa do Queens College, Belfast, mesmo que sua volumosa obra trate principalmente dos idiomas grego e latim.
Quanto aos "registros eclesiásticos" referidos por H.P.B., o mais conhecido entre eles, que trata da história do papado, não faz qualquer referência a algum Papa com este nome. Com relação a isto, o estudante é remetido a Liber Pontificalis ou Gesta Pontificum Romanorum, que consiste da vida dos bispos de Roma da época de São Pedro até a morte de Nicolau I, em 867, ao qual foram anexados suplementos mais adiante, continuando em séries. O Liber, usado por Bede para sua História Eclesiástica, foi impresso pela primeira vez em Mainz, em 1602. A melhor edição foi feita pelo erudito francês, Senhor Louis Marie Olivier Duchesne (2 volumes, Paris, 1886-1892). Nenhum Papa chamado Lúcifer aparece no trabalho acima mencionado ou quaisquer outras fontes disponíveis.
É possível, entretanto, que H.P.B. tenha se referido a Lúcifer, bispo de Cagliari (daí chamado de Caralitanus) um ardente defensor da causa de Atanásio, falecido em 371. Ele é considerado santo pela população da Sardenha. Algumas de suas obras polêmicas ainda existem. Mencionamos seu nome como sendo o único indivíduo chamado Lúcifer de quem há registro concreto na história da igreja. Compilador].
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